Estava sozinho sentado numa mesa de bar tranqüilo e sereno.De repente apareceram duas amigas minhas.Uma delas me chamou atenção, pois fazia um tempão que não a via.Ela sempre teve uma beleza misteriosa e um jeito intrigante de ser.Acho que analisando quase que emocionalmente a cena , eu pude perceber que ela estava afim de conversar e sair dar uma volta comigo.
Na noite sem pretensões ou planos sai com as duas pra uma festa.A festa nem tava tão agitada, mas algo no olhar dela me puxava pra dentro de uma coisa que eu não fazia faz tempo: Beijar e amar. Como dois loucos começamos a beijar e a dançar como se nos conhecêssemos a décadas. Com certeza queria que aquele momento nunca se perdesse no tempo.Queria paralisar meus ossos ali junto com ela. A partir de então passei a vê-la com mais freqüência. Nossas bocas não se desgrudavam nem por um segundo.Nossas pernas dançavam um balé desajeitado cheio de entrega.Com o passar do mês de junho cometi minha primeira besteira.Tentei formalizar a relação que podia ter ficado ali parada e congelada no tempo.Mais não eu visualizei nela a chave pra abrir meu coração.Imaginei uma história ou romance ali com ela., tanto que foi o primeiro dia dos namorados em 30 anos da minha vida.E como esses primeiros meses foram bons. Parecíamos crianças perdidas no recreio da escola sem medo de voltar pra aula. Logo depois, passando esse momento lúdico e mágico, chegou o inverno.Tempo bom pra dois amantes se trancarem num quarto e não saírem mais. Infelizmente não foi o que aconteceu. A maldita razão e explicação que existe pra tudo, começou a confundir a cabeça dela e confesso a minha também. Num domingo gelado assistindo ao show do Zeca Baleiro comecei a perceber um névoa forte entre nós, impedindo que um visse o outro.De repente não senti suas mãos pulsantes como antes.Passei a mão em suas pernas e senti tudo retraído e travado.Depois de um tempo passamos a nos ver com menos freqüência e as vezes nos víamos mais não como era antes. Então com a chegada da primavera, ela se despediu de mim num abraço apertado e suave. Aí do nada sentimos uma brisa gelada batendo e congelando ali naquele lugar o nosso amor.Que primavera terrível eu vou ter, mas espero que no próximo inverno eu possa ter tal ardente paixão.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
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