quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O dia em que me libertei da felicidade

Hoje o dia começou calmo, sereno e quase discreto.O café cheirava a algo que me remetia a casa da minha vó.Como é bom lembrar dessa época inocente.Sentia o gosto de orvalho misturado com algum carinho cremoso no ar.Bom isso são lembranças e eu estou aqui pra fazer realidade do que eu penso e do que eu sinto no momento.
Uma coisa pesada está sentada em cima de mim. Não sei dizer o que é e nem o que representa, mas me atrapalha. Um vazio tão cheio me invadiu que cheguei a me perguntar se o tudo é a soma do vazio mais o cheio. De repente me restabeleço e como num sonho de criança me deslumbro com cores, paredes flutuantes e pessoas perdidas.
A impressão que tenho é que você, luz misteriosa tão divina, estava lá a me buscar e a me alertar que a felicidade que eu tinha estava dando adeus. Aquele sentimento leve e gostoso misturado com uma fantasia louca. Percebi tudo isso se afastar de mim feito uma ultimo suspiro de um velho moribundo. Então na manhã quente de outubro eu já visualizava aquele real tato entre duas pessoas se desintegrando sem explicação. O cansaço de um contra o amor demais do outro. Isso me deixou louco. Essa total “desencanação” por mim. Bom no final de tudo isso concluo que a sua insatisfação dirigida a mim serviu de aprendizado pra um novo caminho a seguir. Sua deleção da minha pessoa é uma evolução pros dois. E assim vivi mais um dia liberto da felicidade e agora me acorrento a tristeza pra quem sabe um dia voltar a sorrir.

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