quinta-feira, 5 de julho de 2007

Grande Façanha

Nem sempre verdade é bondade
Fingir virou razão pra ser feliz
Querer beijar o bem sem sofrer
Exige quebrar uns ossos pra aprender

A vida da gente é um subir e descer
Como uma roda gigante perdida no instante
Engulo a noite e cuspo o que eu fiz
Como quem olha um acidente a se repetir
O bom momento nunca é agora
Pois o tempo faz surgir tudo sem demora

O que me falta é perder a inocência
E acreditar na certeza com vivência

Descubro o que provoco as pessoas

E assim alcanço o alto da montanha
Pra lá enterrar os segredos de quem ganha
Se vou esmagar a vitória na escória
Tenho que apagar da memória o que eu sinto

Faço uma pedra dançar na praça
Quem passa vê venera e me abraça
A ficção que formou meu chão
Transformou solução em solidão

Cresço e apareço dentro do que eu esqueço
Pra assim não ver os castigos que mereço
Ser grande não é assim uma ilusão distante
Basta apenas enganar sem medo de errar
E falar só com as paredes dos peixes que você quer pra sua rede

O que me falta é perder a inocência
E acreditar na certeza com vivência

Não cumpro mais o que é correto

E assim alcanço o alto da montanha
Pra lá enterrar os segredos de quem ganha
Se vou esmagar a vitória na escória
Tenho que apagar da memória o que eu sinto

Letra e Música: Neuroticos Anônimos

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