Eu o vi se curvando pra mim dizendo adeus.Minha nossa era algo que assim entre amigos (risadas à vontade de como seria eu escrevendo isso. Vou rir hahahahaha) o mais bizarro dos aconteceres (essa palavra não existe).O adeus pareceu de alguém que queria permanecer meio zumbi a rodar pelas ruas. Eu quero exterminar o que é vago e insano na mente de quem mente.O que você, caro rapaz encostado aí no muro, me diria?Aí de repente o ar secou e o rapaz respondeu:
-Fala meu velho tudo bem?O que você pensa que tem de especial pra mim além dessas promessas infundadas nesse vazio branco de página?
Aturdido e pálido respondi:
-Sabe a idéia surge do espaço em branco exposto no nariz cansado.Eu fingi acordar de uma fantasia ruim, sonhei rastejar pelo teto como uma lagartixa acrobata atrás daqueles mosquitos que circundam o globo de luz.Olhei pra baixo e vi o meu clone mais perfeito, todo ensangüentado e atirado pra fora da barriga da mãe perplexa.Ele sorriu com um olhar intruso e confuso, quase que querendo sugar o branco de minhas idéias.Pensei nas dez pragas lá da época de Moisés e lembrei da oitava que era sobre a nuvem de gafanhotos que assolou o Egito, queria ter sido um deles pra ter destruído tudo o que era verde e por final morrer rapidinho como qualquer inseto sem ter tido alma, tristeza ou alegria no coração.Navego sobre uma felicidade irreal que quando aplicada com vontade na veia dura pouco.Um tipo de dor assim meio boa causando sensação de alegria alternada com necessidade da idade de quando o que tudo de bom acontecia.Pronto, aqui morro e nasço criança gafanhoto.Aí pasmo acordo do delírio e me recomponho perguntando pra parede gélida e branca:
-Será que vai nevar amanhã?

Nenhum comentário:
Postar um comentário