O vento empurra o que nasce na minha testaE atesta pra uma dúvida que invade o que me resta
Sempre ouço flores a brilhar no jardim
Espero nunca mais viver longe de mim
Ontem o medo procurou minha cama
Ele fez tudo se mover pra avisar quem me chama
Vi meu violão tocar sozinho uma música rígida
Talvez fossem anjos danados flertando em vigia
Procuro o claro protegido pelo escudo do escuro
Não consigo mais voltar da viagem de Roma
Cai na lona de um trem mercador sem rumo
Agora o futuro divide minha alma em dois turnos
Não sei mais se isso é um poema
Ou um dilema que o devaneio fez de emblema
A placa que indica pra direita do certo
Entrega pra mim o sonho que se fez tristonho

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